“Não importa somente o destino, importa também a estrada”

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Gostaria de iniciar este artigo citando esta frase: “Governar é povoar; mas, não se povoa sem se abrir estradas, e de todas as espécies; Governar é, pois, fazer estradas!” – Washington Luís 1 .

Mas você pode se perguntar o que isso tem haver com um blog evangélico? Na verdade nada, mas servirá para uma análise do “governo” da igreja e os tipos de estradas que estão sendo construídas no sul do Pará (quem sabe no Brasil).

Não é novidade para ninguém que anda por esse Brasil a fora a precariedade das estradas, mas vou me atentar as do sul do Pará, local onde tenho trafegado no último ano. Tenho chegado a locais sem saneamento básico, água tratada, energia elétrica, telefones e de grande dificuldade de locomoção (estradas cheias de buraco, estradas de piçarra com buracos, estradas com atoleiros) locais estes que necessitam de melhor atenção do poder público e, como citado na frase, de melhores estradas. Mas será que o meio tem que influenciar tanto assim o desenvolvimento da igreja? Até onde isso pode enfraquecer o Evangelho de Cristo? Vou dar a resposta de antemão, em NADA. Mas vou agora relatar fatos sobre pessoas que se dizem evangélicas, que presenciei de perto e até muitas das vezes por elas fui posto à prova.

1) Conheci uma adolescente de 13 anos que frequenta a AD (dos tantos Ministérios e Convenções que existem por essas bandas) que tinha casado (amigado) com o consentimento dos pais e do obreiro da sua congregação com um rapaz de 27 anos, mas já era viúva, pois o mesmo tinha sido morto por pistoleiros;

2) Igreja da AD que não tem EBD, pois os membros na sua maioria não compravam revista;

3) Aluno meu dizendo que o pastor dele disse que é o sol que gira em torno da Terra (Geocentrismo?);

4) Aluna que “virou crente” e só vem um dia sim outro não, pois o pastor “revelou” que se ela viesse todo dia uma desgraça iria recair sobre ela;

5) Fui cortar o cabelo, aí o barbeiro me perguntou se eu era evangélico, respondi que sim. Ele perguntou como seria o corte e disse para baixar um pouco, ele se espantou e me contou que certa vez foi um senhor cortar o cabelo, mas antes perguntou se ele fazia “corte de crente”, por sua vez bem educado perguntou se era corte social. O senhor respondeu que não era de crente, pois todo crente tem o mesmo corte de cabelo;

Coloquei apenas cinco fatos, mas que para mim são o bastante para retratar o nível de calamidade que nossos irmãos demonstram a sociedade, trazendo males eternos para os crentes, e sendo um escândalo e escarnio para os não crentes . Mas onde está a igreja que é a coluna da verdade? Aquela que faz a diferença na sociedade? Acredito que está semelhante às estradas que são usadas para chegar às mesmas, com tantos buracos teológicos e sem muita das vezes firmadas no melhor asfalto que é Cristo.

Vou listar alguns buracos e até pedaços desta estrada que estão faltando.

1) Pedaço da estrada Ensino da Palavra pura e simples;

2) Buraco da “fábrica” de pastores em série, com o discurso de “(. . .) grande é a seara e poucos são os ceifeiros”;

3) Buraco da falta de investimento teológico de qualidade para o crescimento do ministro;

4) Buraco de um coração humilde e contrito para obra de Deus;

5) A estrada toda da Confiança na Supremacia de Deus.

Gostaria de terminar com uma frase de Jonh Bunyan sobre o processo de conversão, processo este tão negligenciado em nossos tempos, e acredito que evitaria alguns buracos.

“A conversão não é um processo suave e fácil como algumas pessoas imaginam; se assim fosse o coração do homem jamais teria sido comparado a um solo não cultivado, e a Palavra de Deus, a um arado.” - Jonh Bunyan 2.


A Paz do Senhor


Obs.: Peço oração para que Deus me dê graça e conhecimento, pois muitos dos casos relatados e os não relatados são de alunos meus.

Bibliografia:

1 https://pt.wikipedia.org/wiki/Washington_Lu%C3%ADs

2https://www.facebook.com/photo.php?fbid=684796181546655&set=a.320598784633065.99106.311692538857023&type=1&theater

CGADB 2013: O partidarismo mata, mas o Espírito Vifica

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Desde algumas semanas que não há postagens regulares no blog GQL, isso se deve em grande parte a várias tarefas: trabalho, família, faculdade, e também o ministério em uma pequena congregação assembleiana local. Longe da opulência da realidade que nos cercava quando estávamos na Igreja-Mãe, as lutas foram diferentes, assim também como os desafios enfrentados (que apesar de aparentemente mais simples, também possuíam forte confronto pessoal), todavia, tudo dentro de um contexto de uma igreja local. Tais preocupações e ambiente tiraram dos escritores "principais do blog" (Janyson, Nilton e eu) não somente a frequência ao escrever (algo que esperamos mudar), mas também nos distancia da fadiga e das lutas políticas que enfrentamos tempos atrás, pelo menos, partindo de minha experiência pessoal. Tal afastamento foi, a meu ver, extremamente positivo. Todavia, isso não significa que ficamos totalmente alheios ao que acontecera nesse período (algo impossível dentro de um contexto assembleiano), porém nossos focos e atenções principais foram dirigidos a algo mais próximo (e por certo infinitamente mais importante do que horas a fio nos meandros da política dentro instituição eclesiástica): a preciosa vida das ovelhas de nossas igrejas. 

Desde minhas últimas postagens acerca da CGADB e do estado em que esta se encontra atualmente, pouca coisa mudara. No cenário atual, nenhum dos partidos por assim dizer traria realmente uma mudança substancial para a CGADB e um refinamento ministerial para o benefício da igreja, juntar-se a algum deles ou apoiá-los não seria necessariamente insensatez, mas desperdício de tempo e fadiga desnecessária. Caso o pastor Samuel Câmara fosse eleito, por certo sentiríamos certo ar de renovação e um considerável dinamismo, que traria alívio em muitos aspectos, mas a meu ver, isso só se daria no âmbito administrativo para eclesiástico. A ênfase em um ensino bíblico sadio que os membros de nossas igrejas receberiam, através de um profundo e ortodoxo conhecimento bíblico vindo de pastores genuinamente vocacionados íntegros não encontra voz no partido nortista (assim também como no sulista), muito menos espaço no atual cenário político assembleiano. Para quem está no centro, o cenário é desolador e leva a desilusão, mas para quem está a margem, é propício à reflexão.

Durante muito tempo eu tenha sido visto com alguém aliado de Wellington e de sua política eclesiástica, haja vista sempre parecer que eu tecia críticas mais profundas ao ministério da igreja-mãe, mesmo sendo um de seus filhos, a resposta que dou a isso é muito simples: sei falar muito mais e também melhor do ambiente em que convivo do que o do vizinho distante. O conhecimento que possuo do sul vem do relato confiável de irmãos em Cristo que convivem de perto com essa realidade; e também daquilo que vi quando visitei a igreja do Belenzinho em outubro do ano passado. Por mais valiosos que esses relatos sejam não há como formar uma crítica abrangente de quem vive lá. O que vi no templo do belenzinho reflete bem o ministério de Welligton: nas cadeiras dos pastores, que ficam atrás do púlpito, há uma cadeira especial, que na verdade mais se assemelha a um trono, toda banhada em ouro (pelo menos eu acho), reservada apenas ao pastor presidente, e naquela época, havia também grandes cartazes com a foto do presidente anunciando, se não me engano, a publicação de sua biografia. A pregação daquele dia fora simplista, superficial e eisegética. Todavia, não há dúvida que a despeito de suas falhas, houve contribuições para o ensino bíblico, ainda que de forma indireta. Durante seu governo, a CPAD investiu em livros teológicos profundos e de sabedoria bíblica. Ainda que houvesse graves erros, como a publicação da Bíblia Dake, e alguns livros de qualidade bíblica duvidosa. Com certeza há outras coisas piores e que vai além de meus conhecimentos

Porém sei o que vejo em meu contexto. Quanto a igreja mãe, lembro-me que na época do centenário, houve uma intensa campanha de arrecadação de fundos para a construção do Centro de convenções, feito às pressas e em pouquíssimo tempo, tendo também um alto custo em sua construção, a solução adotada fora a obrigatoriedade feita para as ofertas dos membros das igrejas locais. Com isso vinham bingos, sorteios semanais de carros zero-quilômetro, festas sociais. Membros que precisavam de uma ajuda financeira davam grandes fatias para o "desafio do centenário". O grande problema é que mesmo passada as celebrações, os cupons permaneceram, assim também como os sorteios; caso o pastor local não consiga vender tais cupons, o clima de "fraqueza pastoral" sente-se no ar e o medo de perder o ministério, torna-se um grande temor. Há escolas de pregadores na igreja mãe (pelo menos até certo tempo existia), para auxiliar os jovens pregadores. Porém o modelo de pregador adotado é o do atual ministro de direitos humanos (falo de teologia e homilética, não de questões políticas). A teologia da prosperidade e o analfabetismo bíblico andam juntos em cursos como esse. Há também outras alas, mais voltadas ao pragmatismo neopentecostal, refletido principalmente no ministério de adolescentes, jovens e até mesmo nos casais. Aqui, a filosofia de ministério é pautada por eventos e encontros. A escola dominical é considerada o ministério por excelência, mas é óbvio que deve ceder a atividades mais contemporâneas como cultos de vale-tudo, e outros com temáticas absurdas e superficiais.

Não quero com isso passar à ideia que a igreja-mãe não possua qualidades, muito menos as congregações filiadas a ela, muitas tendo pastores e membros sinceros e genuinamente devotados ao Senhor. Nem tampouco conheço o coração do pastor Samuel Câmara, o qual tenho respeito e carinho desde a adolescência, porém não há duvidas que tais elementos existam por seu consentimento,  sendo que claramente os vemos em seus métodos e filosofia de ministério.

O resultado dessa eleição nos mostra uma coisa: teremos mais do mesmo. Fazendo um retrospecto, pude ver que muita ênfase é dada a eleição, como se o dia de votação fosse o dia "D". A esperança do surgimento de uma nova via, comandada por algum candidato firme e íntegro que apareceria e transformaria todo o sistema era, em termos práticos, quase messiânica para alguns. Mas só há um Messias, este foi morto e ressuscitou e está assentado a direita do Pai. Uma mudança é lenta, e às vezes imperceptível.  A mudança não se encontra em uma eleição, mas em nossas igrejas locais, através de obreiros vocacionados, íntegros, cheios do Espírito e poderosos nas Escrituras, que busca formar, pela graça de Deus, uma membresia biblicamente saudável. A reforma deve vir a partir do fundamento dado pelo Espírito: a Palavra de Deus. Por muito tempo, afirmei que dentro de todo esse contexto, deveríamos buscar fazer a nossa parte. Mas que parte era essa? Administrativa? Política? O apóstolo Paulo tem muito a nos ensinar: Cumpre bem o teu ministério (2 Tm 4:7). É óbvio que precisamos de uma liderança boa, íntegra e escrava da cruz a frente da CGADB. Esse é o desejo de meu coração. Porém para uma CGADB firme, precisamos de pastores íntegros, e isso só se forma em nossas nossas congregações locais. São os que permanecem firmes na Palavra e dispostos a pagar o preço é que começarão a serem instrumentos de mudança ali. Enquanto isso, teremos administradores cuidando de seus negócios. A mudança não deve começar simplesmente no sistema político, mas na igreja. A CGADB não reflete simplesmente seus males, mas os males dos líderes, e a questão se encontra no próprio conflito da igreja. Para termos uma CGADB saudável, precisamos de igrejas saudáveis, e isso só acontece quando líderes dão exemplo ao seu rebanho, um exame bíblico e ético. A mudança deve ocorrer no sistema da escolha de pastores das congregações, e não de partidários a uma organização.


Parafraseando apóstolo Paulo, o partidarismo, pelo menos como se vê hoje, mata e destrói, mas os firmados em Cristo serão vificados e renovados. Aos tantos pastores genuínos e que verdadeiramente se preocupam com tal situação: descansem, voltem para casa, e para os braços de suas amadas ovelhas. Estas por sua vez, os receberão igualmente com braços abertos.


                                                                                                                          Soli Deo Gloria

Vale a pena ler: O Jesus que Nunca existiu

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Há diversas obras no mercado de livros buscando oferecer sua perspectiva própria acerca de Jesus: O Jesus marxista, O Jesus hinduísta, o Jesus Gnóstico. Várias imagens e representações de Jesus têm sido oferecidas ao público nos últimos anos, porém, o que teria a ortodoxia bíblica a dizer sobre isso? Sempre procurei um livro que tratasse de forma simples e profunda essa questão, partindo, é claro, do pressuposto ortodoxo, fiel ao retrato do Senhor Jesus como mostrado pelos evangelistas. Pela graça de Deus fui presenteado há alguns anos com um livro pouco conhecido no Brasil: Em O Jesus que nunca existiu, o teólogo Wayne House confronta as visões predominantes que existem sobre Jesus, porém vai muito além disso.

A proposta de House é simples: Entender Jesus à luz do Antigo e Novo Testamento, assim também como do contexto judaico onde Jesus nasceu. Porém, para chegar a esse objetivo, House faz um panorama do entendimento de Jesus no decorrer dos séculos, começando com a família de Jesus, a igreja primitiva, a idade média e reforma até chegar em tempos recentes com as convicções acadêmicas liberais. O panorama de House é simples e surpreendente.

Uma das principais contribuições de House, além de defender o retrato bíblico de Jesus como relatado nos evangelhos como sendo o único autêntico e autorizado, é  fornecer dados e análises sobre a pessoa de Jesus como apresentado nas religiões, academias e nas atividades culturais. O capítulo onde trata da arte cristã durante o período da Reforma e Contra-reforma proporciona uma excelente visão sobre o período, assim também com a sobras artísticas produzidas e períodos posteriores. 

Dentro do cenário acadêmico, House avalia os benefícios e falhas da dita "Terceira Busca pelo Jesus Histórico", vertente acadêmica recente que tenta compreender Jesus dentro do contexto judaico de sua época, além de tratar das visões anteriores.

A obra de House é abrangente, porém posta de maneira simples e sem o excesso de tecnicismo acadêmico (ainda que a obra esteja cheia de referências acadêmicas), ideal para um leitor de primeira viagem quanto àquele que já leu obras dentro desse assunto. O objetivo do autor é claro: Mostrar quem é o Jesus real, em contraste com todos os outros apresentados tanto por acadêmicos quanto cineastas Hollywoodianos. Vale a pena acompanhar o autor nesse confronto.

Soli Deo Gloria

Para você que não passou no vestibular.

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“Não estejais inquietos por coisa alguma; antes, as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus, pela oração e súplicas, com ação de graças. E a paz de Deus que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus” (Filipenses 4.6,7).


Hoje pela manhã foi apresentado o listão dos aprovados no vestibular da Universidade Federal do Pará (UFPA). Sem dúvida alguma, o dia 05/01/13 (mais conhecido como “hoje”) ficará gravado na memória de muitos estudantes. Para a minoria destes, este será lembrado como um dia de felicidades, conquistas e realizações. Entretanto, para a sua maioria, o dia de hoje será lembrado como um dia de tristezas e frustrações. E é exatamente aos alunos e alunas pertencentes a este grupo que eu gostaria de me dirigir neste texto singelo.


Eu sei que você sonhou com este dia. Se você se assemelha pelo menos um pouco comigo, provavelmente você quase não conseguiu dormir de ontem para hoje, a sua frequência cardíaca aumentou repentinamente somente ao lembrar de que o listão sairia hoje – e o que dizer sobre o momento do anúncio dos aprovados no curso no qual estamos na disputa? – e, querendo ou não, a sua mente ficou cheia das imagens de seus sonhos: tanto as daquele em que você é aprovado e a sua família lhe parabeniza e tudo o mais; quanto as daquele sonho (que está mais para pesadelo) em que você não escuta o seu nome na divulgação do listão e a sua família fica meio sem o que dizer para você... 


Fico triste ao saber que, infelizmente, você não foi aprovado no vestibular. Não duvido de seu esforço empregado nos estudos nem de sua responsabilidade para com o seu futuro profissional - por isso me entristeço juntamente com você. Mas, em meio a tudo isso, eu gostaria de lembrar-lhe de algumas verdades muito importantes a fim de que você seja animado a perseverar tanto em seus estudos quanto em sua vida com Deus [1].


Primeiro, vestibular não mede o valor de ninguém para a sociedade. Não caia no erro de achar que na universidade estão as melhores pessoas da sociedade. Na verdade, se você e eu fizéssemos um breve passeio pelo dia dia-a-dia de muitos universitários nós encontraríamos uma série de mazelas morais. Alguns alunos universitários são orgulhosos, eles vivem pela soberba da vida e por isso tudo o que eles fazem dentro e fora da sala de aula não passam de tentativas de serem elogiados por aqueles que lhes cercam – sem falar da fúria que enche seus corações quando alguém alcança algum tipo de destaque que supere o deles. Outros são promíscuos. Estes se ajuntam com colegas também imundos diante de Deus e cometem abominações sexuais e todo o tipo de imoralidades – inclusive o consumo de drogas. Enfim, eu repito: não ache que a aprovação num exame dita quem tem valor e quem não tem [2].


Além disso, se você é um cristão, lembre-se de que o seu valor está nos méritos de Cristo Jesus. Meu irmão, isto não é um clichê. Pelo contrário, isto é uma verdade a qual nos ensina que mesmo que não sejamos perfeitos em nossa obediência à Palavra de Deus, em nossa vida de oração e em nosso dever para com a sociedade (e nós sabemos quão aquém da perfeição nós estamos em tudo isso), ainda somos amados por Deus porque Cristo sim foi e é perfeito em todas estas coisas – e nEle estão nosso valor tanto para com Deus quanto para com as pessoas. Portanto, busque no Senhor graça para seguir a sua vida e, em especial, para poder olhar para seus pais, familiares e amigos sem aquele senso maligno de “eu não sirvo para nada” ou “eu desapontei vocês” [3].


Finalmente, jamais esqueça: Deus é soberano. E esta é uma verdade muito confortante, pois ela mostra que nada foge do controle de Deus – inclusive a sua reprovação no vestibular. Você pode ter certeza de que Deus sabe lidar conosco e cuida de nós mesmo em nossas tristezas e frustrações. A sua vida está nas mãos dEle. Por isso, entregue ao Senhor as suas petições e até mesmo as suas lágrimas. Ele é fiel. E por causa de Sua perfeita soberania esta reprovação não é o fim [4].


Caro estudante e irmão em Cristo, eu lhe desejo um ano de 2013 abençoado. Que Deus faça com que você (e eu também) amadureça em sua vida cristã cada vez mais, de modo que a sua satisfação esteja (no fim das contas) nEle e nEle somente. Desejo também a você, é claro, um ano abençoado em seus estudos. Que o Senhor lhe ajude a estudar organizada e produtivamente – e lembre-se de que você não precisa deixar de ir à igreja para conseguir ter este tipo de estudo. E se o Senhor quiser: que possamos comemorar a sua aprovação na UFPA (ou em outra instituição de ensino superior) em 2014. Um abraço.


Que Deus seja glorificado.


Notas:

[1] Estou me dirigindo a estudantes cristãos.

[2] Leia 1 Jo 2.15-17 para meditar.

[3] Leia Gl 2.20 para meditar.

[4] Leia Mt 6.25-34 e Hb 4.14-16 para meditar.

GQL 2012: com a espada e a pá, na Paz de Cristo.

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Se podemos classificar o ano de 2012, poderíamos seguramente dizer que foi um ano de grandes bênçãos em nossas vidas, faltam palavras para descrever as bênçãos e o carinho derramado pelo Senhor, que nos sustenta com sua Santa providência, dando-nos a paz acima de todo o entendimento e gerando alegria em nosso coração. Particularmente em meu caso louvo a Deus pela bênção do relacionamento com Geisi Franco, as oportunidades frequentes para pregar, os irmãos da faculdade teológica, o carro recebido. Acima de tudo, a cada dia que passou, pude ver o derramar perene do amor de Deus em minha vida, e pudemos ver em determinados momentos a mão de Deus em nossas vidas demonstrando seu cuidado protetor, em outros momentos, mesmo sem conseguir discernir claramente ou até mesmo ficando em densa neblina, confiamos n'Aquele que é o SENHOR sobre todas as coisas, e que de forma alguma abandona os que são d'Ele. 

O ano de 2012, assim como outros, apresentou suas lutas e desafios, quer na área pessoal, quer ministerial. Quanto a esta última, há vários pontos que despertam nossa preocupação e atenção. Podemos ver o estado em que se encontra o pentecostalismo brasileiro, em especial o assembleiano. Como membros e obreiros de uma pequena congregação, podemos ver que por vezes o mal que assola congregações ao redor não está distante de nós. Não há como simplesmente construir uma fortificação para proteger o rebanho de Deus, e viver como se estivéssemos em uma ilha. Nossas congregações, por mais saudáveis que sejam, precisam cada vez mais estar equipadas com ensino sadio da Palavra de Deus, não somente para crescerem espiritualmente, mas para se protegerem dos que militam contra a alma, quer dentro da igreja, quer fora. Não há como, igualmente, os ministros de Deus se colocarem unicamente como despenseiros de Deus (o que é absolutamente necessário), mas também se colocarem como genuínos pastores prontos para lutar, mesmo cercados por cruéis lobos. 

Graças a Deus, mesmo em um cenário por vezes de angústia, Deus cada vez mais dá conforto, levantando homens e mulheres jovens, dispostos a serem instrumentos de bençãos, se unindo com outros soldados do Senhor Jesus, combatendo o bom combate da fé, e é justamente disso que precisamos. Com a recente perda de João Kolenda, podemos lembrar da importância de termos bons ministros, firmados em uma saudável firmeza na Palavra de Cristo. Pela graça de Deus, esperamos que tal comunhão cresça ainda mais neste novo ano que está as portas.

Em 2013, teremos novamente uma eleição para a presidência da CGADB. Por certo, iremos testemunhar as mesmas coisas já relatadas em outra ocasião aqui neste blog, e infelizmente, por ambos os lados. Porém, mesmo diante de quadro desolador, há esperança, a luta continua, e os perigos, por vezes estão mais perto do que sequer podemos imaginar. Cabe a nós, como nos dias de Neemias, estamos com a pá em uma mão, e a espada na outra. Pois fomos chamados não somente para construir, mas para lutar e destruir fortalezas (2 Co 2:10). Tenhamos fidelidade para com nosso Deus e Pai, em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, sem nunca esquecermos de nos alegramos e nos satisfazermos N'Ele, não somente em 2013, mas para todo o sempre.


A Ele, a quem agradecemos por esse ano que passou, repleto de carinho e cuidado, pedindo a sua bênção  neste ano que chega, depositando nossas vidas em Sua mão pelo resto dos anos que virão.

AMÉM,

Feliz 2013!

Soli Deo Gloria

Você vive do passado?

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A nossa vida é feita de momentos. Cada escolha que já tomamos bem como as que ainda tomaremos influenciam e até mesmo definem o nosso constante vir a ser. Embora vivamos no presente, tanto o nosso passado concreto quanto o nosso futuro esperado estão diante de nós – aquele, por meio da memória; e este, por meio da espera [1].

Dessa forma, quer queiramos ou não, diariamente ou, para ser um pouco mais exato, quase instantaneamente estamos lidando com o passado. A memória é incrível, pois ela consegue trazer à tona o presente de fatos passados – inclusive os antiquíssimos – como se estivessem acontecendo no agora. Alguns deles são legais, empolgantes e que nos trazem felicidade à medida que os recordamos; como: o dia em que conhecemos a garota de nossas orações, o ano em que obtivemos nota dez em todas as avaliações de matemática da escola, o natal em que descobrimos que um de nossos melhores amigos estava noivo ou as antigas aulas de escola dominical vividas com os irmãos da igreja, dentre inúmeros outros exemplos.

Entretanto, existiram fatos passados que lutamos para não recordá-los. Quando eles vêm à nossa mente (muitas vezes repentinamente), esforçamo-nos para esquecê-los – quem sabe apagá-los de nossa memória. E tudo isso é devido à malignidade de tais fatos. É o nosso pecado, repleto de concupiscências carnais em ação, que é refletido nesta parte de nosso passado. É o nosso velho homem que está lá, bem diante de nossos olhos – por meio da memória.

Sem dúvida alguma, o inimigo de nossas almas luta para que desanimemos em nossa caminhada cristã através das lembranças de nosso passado pecaminoso. É como se ele nos dissesse: “não adianta ler a Bíblia e orar agora, olhe para o seu verdadeiro eu...” – e então começasse a lançar em nosso rosto as inúmeras ofensas a Deus que já cometemos na vida. O diabo quer que vivamos o nosso presente baseados nos pecados anteriormente cometidos, para que não encontremos razão para vivermos para a glória de Deus agora e no futuro.

Mas graças a Deus pelo glorioso Evangelho de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo que nos faz viver, não sob o jugo de nosso passado pecaminoso, e sim debaixo da santa e justa obra consumada por Cristo em nosso favor. Eis o que a Palavra de Deus nos afirma seguramente:

“Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas já passaram; e eis que tudo se fez novo” (2 Co 5.17).

“Àquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus” (2 Co 5.21).

“[...] E Deus escolheu as coisas vis deste mundo, e as desprezíveis, e as que não são para aniquilar as que são; para que nenhuma carne se glorie perante ele. Mas vós sois dele, em Jesus Cristo, o qual para nós foi feito por Deus sabedoria, e justiça, e santificação, e redenção; para que, como está escrito: Aquele que se gloria, glorie-se no Senhor” (1 Co 1.28-31).

“Sendo, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus por nosso Senhor Jesus Cristo; pelo qual também temos entrada pela fé a esta graça, na qual estamos firmes; e nos gloriamos na esperança da glória de Deus” (Rm 5.1,2).

Portanto, como cristãos, temos de diariamente, e a cada instante, viver do passado. Não daquele sujo e imundo realizado por nós quando não conhecíamos a Deus, mas sim do perfeito e imaculado realizado pelo Senhor Jesus Cristo o qual é imputado a nós pela fé. De modo que constantemente sejamos animados por Deus para perseverarmos em Seu santo caminho; para que vivamos o nosso presente baseados na obra de Cristo: a grande razão para vivermos para a glória de Deus agora e no futuro.

Que Deus seja glorificado.

Nota:
[1] Agostinho. Confissões. – São Paulo: Paulus, 1997. – (Patrística ; 10). Pág. 349.

Desejos para 2013

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Mais um ano se finda e todo mundo, sem exceção (cristãos, judeus, muçulmanos, umbandistas, ateus ...), faz desejos de um ano melhor em várias áreas da vida. Eu, claro, também tenho desejos para 2013. Mas gostaria de falar de um desejo em relação à minha denominação, na verdade o que eu não quero para minha denominação. Entretanto queria contar como cheguei à essa lista de "nãos" que irei citar.

Durante este ano todos os leitores puderam notar que estive distante do blog, tanto com postagens ou comentários, isto ocorreu pelo fato de estar trabalhando em locais do sul do Pará de difícil acesso e quase sem comunicação. Mas nunca deixei de frequentar a minha amada IEAD. Bem sei que em nossa denominação nem tudo é flores, mas o mundo que vi no interior do Pará nada perde para os grandes centros, até por serem locais muito afastados do grande centro pensei que seria como o Condado de “O Hobbit”, mas o mal também já chegou a esses locais e com força total.

Tive a infelicidade de presenciar minha IEAD fragmentada pelas ditas “convenções” que ao meu ver mais pareciam ou parecem facções; vi irmãos da mesma IEAD que não se falam por serem de “convenções” diferentes; “pastores” que abençoam o povo em seu próprio nome; membros mornos e mortos espiritualmente; membros teologicamente sem teologia; membros sendo filhos do diabo em vez de Deus; vi igrejas fazias e bares cheios de "desviados" (segundo relatos de alguns irmãos piedosos). Mas de quem é a culpa? A culpa é desses ditos "pastores" que enganam e matam as ovelhas. Chega de relembrar esses fatos que tanto me entristecem, quero agora me ater aos meus pedidos, o que eu não quero, tanto aqui, como ali ou lá:

“Não! Não quero a igreja–metas e seus matemáticos pastores, pois suas ovelhas são números e não gente. Não quero a igreja–propósitos e seus pragmáticos pastores, pois suas ovelhas são frutos do estresse planejado. Não quero a igreja–engessada e seus pastores nostálgicos, pois suas ovelhas cultuam o passado. Não quero a igreja–empresária e seus pastores executivos, pois suas ovelhas são produtos de marca e grife. Não quero a igreja–negócio e seus pastores comerciais, pois suas ovelhas são mercadoria negociável e peças de estoque. Não quero a igreja–mídia e seus pastores estrelas, pois suas ovelhas são marionetes não pensantes. Não quero a igreja–feudo e seus pastores senhores, pois suas ovelhas são vassalas exploradas pelo medo. Não quero a igreja–mística e seus bruxos pastores, pois suas ovelhas são cegas a caminho do abismo. Não quero a igreja–quadrilha e seus pastores bandidos, pois suas ovelhas vítimas incautas.”[1]

Bem esse é meu pedido, ainda mais que em 2013 é ano de eleição no CGADB (mesmo já sabendo o resultado, infelizmente!) mesmo sabendo que esse fato nunca vai tirar a soberania de Deus. Queria completar este post com uma oração feita pelo meu amigo Yago Martins [2]:



  
Que Deus abençoe a todos neste ano que há de vir!!
                                                                                                                     A Paz de Cristo.

Notas:
1 - Trecho retirado do Artigo SANCTUS DELIRIOUS
2 - Uma oração de Ano Novo, em: http://www.youtube.com/watch?v=vZAD0XY3UUA





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"Porque nós não somos, como muitos, falsificadores da palavra de Deus; antes, falamos de Cristo com sinceridade, como de Deus na presença de Deus... não que sejamos capazes, por nós, de pensar alguma coisa, como de nós mesmos; mas a nossa capacidade vem de Deus... E Temos, portanto, o mesmo espirito de fé, como está escrito: Cri, por isso falei; nós cremos também, por isso também falamos. Sabendo que o que ressuscitou o Senhor Jesus nos ressuscitará também por Jesus, e nos apresentará convosco"

2 Coríntios 2:17; 3:5; 4:13-14