Reflexões Sobre a Morte de Eduardo Campos

Categoria :


Ainda estou chocado com a notícia que recebi ontem via mensagens de amigos no Whatsapp. Eu estava verificando o site da campanha de Eduardo Campos (e Marina Silva) a fim de compreender melhor as propostas apresentadas por ele no Jornal Nacional no dia anterior (12/08/2014). Foi então que recebi a mensagem mais triste do dia: ocorreu um acidente com o avião em que o candidato Campos estava - ele faleceu.
A primeira coisa que me veio à mente foi algo assim: "Como um homem que estava dando uma entrevista ontem pode falecer em menos de 24 horas?" Confesso que nas últimas eleições eu não me preocupei em saber detalhes acerca das propostas dos candidatos. Mas neste ano, pela graça de Deus, tenho procurado compreender estas coisas melhor para poder votar com a responsabilidade de cidadão brasileiro e, acima de tudo, de cristão - o que ocasionou a intensão no choque da notícia da morte do primeiro candidato à presidência ao qual eu de fato parei para ouvir.
Mas voltemos à pergunta que me fiz ontem. Na verdade ela expressa um pouco da tendência que temos de não pensar em nossa própria morte. Esperamos por mortes mais prováveis - pelo menos ao nosso ver -, como a de um parente idoso ou a de um amigo que está com uma doença bastante grave. Mas se estamos com a "saúde em dias" e, como dizem, na "flor da idade", parece-nos que a nossa morte é algo simplesmente impensável. Entretanto, diante da Palavra de Deus, estamos completamente errados.
Na carta de Tiago temos de maneira maravilhosamente clara e objetiva o fato de que a nossa própria morte deve ser considerada por nós diariamente. O escritor inspirado diz:
"Eia agora vós, que dizeis: Hoje, ou amanhã, iremos a tal cidade, e lá passaremos um ano, e contrataremos, e ganharemos; digo-vos que não sabeis o que acontecerá amanhã. Porque, que é a vossa vida? É um vapor que aparece por um pouco, e depois se desvanece. Em lugar do que devíeis dizer: Se o Senhor quiser, e se vivermos, faremos isto ou aquilo" (Tg 4.13-15).
Com base nesse ensino bíblico de suma importância, gostaria de considerar somente alguns pontos para nossa reflexão:
- A nossa vida é como um vapor: A verdade é que a iminência da morte alcança não somente aos idosos e doentes, e sim a todos nós. Não importa se somos crianças, adolescentes, jovens ou adultos cheios de saúde. Não importa se temos um futuro brilhante pela frente. A morte pode, a qualquer momento, chegar para cada um de nós.
- Devemos nos humilhar diante do Senhor do futuro: Como podemos morrer a qualquer momento, devemos fazer nossos planos em humildade diante de Deus. Todo e qualquer planejamento feito por nós que não traz em seu íntimo a condição "se o Senhor quiser" não passa de soberba e ilusão, de modo a sugerir uma autossuficiência que não existe em nós.
- Nossa segurança está em andar com o Senhor que venceu a morte: Se a morte é diariamente iminente para nós, de que maneira devemos viver? Além de conceber nossos planos (estudos, trabalho, casamento, família, igreja, etc.) em humildade diante de Deus, muito mais importante que isso, devemos ser filhos dEle. Precisamos ser amigos de Jesus Cristo. Porque se verdadeiramente nos arrependermos de nossos pecados e crermos no Evangelho, estaremos seguros em Cristo, até mesmo, em relação à morte. Sabendo que o Deus a quem servimos é soberano sobre a vida e a morte. Como bem nos ensina o apóstolo Paulo:
"Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor" (Rm 8.38,39).
Gostaria de terminar este texto pedindo a Deus que Ele console a família enlutada do candidato Eduardo Campos e a de cada vítima do acidente que nos abalou no dia de ontem. Quero que cada familiar saiba que mesmo em momentos difíceis e terríveis como esse, o Senhor Deus está no controle e é todo poderoso para cuidar de vocês. Ele é plenamente confiável.
Que Deus nos guarde em Cristo.
Romanos 8:39
Romanos 8:i

Digo-vos que não sabeis o que acontecerá amanhã. Porque, que é a vossa vida? É um vapor que aparece por um pouco, e depois se desvanece.

Em lugar do que devíeis dizer: Se o Senhor quiser, e se vivermos, faremos isto ou aquilo.
Tiago 4:13-15
Eia agora vós, que dizeis: Hoje, ou amanhã, iremos a tal cidade, e lá passaremos um ano, e contrataremos, e ganharemos;

Digo-vos que não sabeis o que acontecerá amanhã. Porque, que é a vossa vida? É um vapor que aparece por um pouco, e depois se desvanece.

Em lugar do que devíeis dizer: Se o Senhor quiser, e se vivermos, faremos isto ou aquilo.
Tiago 4:13-15
Eia agora vós, que dizeis: Hoje, ou amanhã, iremos a tal cidade, e lá passaremos um ano, e contrataremos, e ganharemos;

Digo-vos que não sabeis o que acontecerá amanhã. Porque, que é a vossa vida? É um vapor que aparece por um pouco, e depois se desvanece.

Em lugar do que devíeis dizer: Se o Senhor quiser, e se vivermos, faremos isto ou aquilo.
Tiago 4:13-15
Eia agora vós, que dizeis: Hoje, ou amanhã, iremos a tal cidade, e lá passaremos um ano, e contrataremos, e ganharemos;

Digo-vos que não sabeis o que acontecerá amanhã. Porque, que é a vossa vida? É um vapor que aparece por um pouco, e depois se desvanece.

Em lugar do que devíeis dizer: Se o Senhor quiser, e se vivermos, faremos isto ou aquilo.
Tiago 4:13-15
Eia agora vós, que dizeis: Hoje, ou amanhã, iremos a tal cidade, e lá passaremos um ano, e contrataremos, e ganharemos;

Digo-vos que não sabeis o que acontecerá amanhã. Porque, que é a vossa vida? É um vapor que aparece por um pouco, e depois se desvanece.

Em lugar do que devíeis dizer: Se o Senhor quiser, e se vivermos, faremos isto ou aquilo

Não Julgueis?

Categoria :



É muito comum entre os evangélicos ouvir, “não julgueis para que não sejais julgados”, ou que exista falta de amor nos cristãos que exerçam julgamento, ou que tomem um posicionamento diante de questões éticas ou doutrinárias. Isso demostra a falta do correto ensino dentro das nossas igrejas, e a mentalidade relativista que tem tomado conta das pessoas, e que até mesmo pastores têm trazido pra o ensino da igreja, de que ninguém pode julgar, pois não é o detentor da verdade.
Onde também é ensinado que o amor deve estar acima da verdade, de que devamos manter um espírito de unidade, uma atitude tolerante diante de atos imorais e erros teológicos e doutrinários. Declarando a unidade ser mais importante que a verdade. Que diante das Sagradas Escrituras é claramente um ensino errôneo e provém de uma má interpretação bíblica, “... muitos enganadores entraram no mundo, os quais não confessam Jesus Cristo veio em carne. Este tal é o enganador e o anticristo... Todo aquele que ultrapassa a doutrina de Cristo e nela não permanece não tem Deus... Se alguém vem ter convosco e não traz esta doutrina, não o recebais em casa, nem tampouco o saudeis. Porque quem o saúda tem parte nas suas obras más” (2 Jo 7-1).
Nas palavras de Erwin W. Lutzer¹ “O argumento que declara ser a unidade mais importante que a verdade, e o amor mais importante que a doutrina correta, está errado em seu âmago”². Então nós devemos julgar ou não? Passemos a analisar o texto de Mateus 7:1-6 :
Não julgueis, para que não sejais julgados. Porque com o juízo que julgardes sereis julgados, e com a medida com que tiverdes medido vos hão de medir a vós. E por que reparas tu no argueiro que está no olho do teu irmão, e não vês a trave que está no teu olho? Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho, estando uma trave no teu? Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho, e então cuidarás em tirar o argueiro do olho do teu irmão. Não deis aos cães as coisas santas, nem deiteis aos porcos as vossas pérolas, não aconteça que as pisem com os pés e, voltando-se, vos despedacem.
Certos pontos ficam claros aos nossos olhos:
Primeiro: O Senhor Jesus não proíbe o julgamento, Jesus condena o julgamento hipócrita, aquele que é feito sem primeiro repararmos em nós mesmos, onde nós apenas enxergamos as falhas e defeitos do nosso próximo e não nas nossas. O que devemos fazer é nos submeter aos mesmos parâmetros de julgamento que utilizamos para os outros e então reconhecer as nossas falhas, tirar a trava dos nossos olhos para então podermos tirar o argueiro do olho do nosso irmão.
Segundo: Nós devemos exercer discernimento, obedecer ao mandamento do versículo 6, que diz que não devemos dar aos cães as coisas santas, e nem deitar aos porcos as nossas pérolas, então como vamos identificar tais pessoas se não exercermos o julgamento? Precisamos julgar, nós conhecemos os filhos de Deus pelo seu caráter, pelos seus frutos, então façamos isso e sempre de forma humilde.
Terceiro: Não podemos transigir com a imoralidade, nem com o erro doutrinário, não podemos ser tolerantes com o pecado. Devemos desmascará-lo e combate-lo. Precisamos estar preparados para combater a heresia, e tomar posições firmes diante de atitudes imorais de nossos próximos e podermos orienta-los e tirar o argueiro de seus olhos quando tivermos tirado a trave do nosso.
Diante disso, julgar não é errado, muito menos falta de amor, é correto e devemos fazê-lo desde que tenhamos feito o que Jesus nos manda, com humildade e não de forma arrogante, julgar a nós mesmos, exercer um correto discernimento e de forma alguma tolerarmos a imoralidade ou o erro doutrinário, e então podemos ajudar o nosso irmão com o argueiro do seu olho. Lembremos que tirar a trave do nosso olho deve ser nossa prioridade.
Somos ordenamos a exercer julgamento, entretanto devemos fazê-lo com amor e humildade, não com o intuito de apontar o dedo e condenar nosso próximo, visto que nós também somos pecadores, mas para ajudar o próximo, nossos irmãos, inclusive os mais novos na fé, então o façamos com diligência a fim de abençoar e edificar nossas igrejas, para que o verdadeiro Evangelho seja fielmente pregado em nossos púlpitos.


Tiago Costa, Sola Gratia.


¹Erwin W. Lutzer é pastor presidente da igreja memorial Moody em Chicago.

²Extraído do livro Quem é você para julgar?, de Erwin W. Lutzer, editora CPAD.

Deus é Soberano

Categoria :

Há alguns meses eu e minha família passamos por um momento bastante difícil. Nós
experimentamos a perda de um ente muito querido que passou para o Senhor devido um acidente de moto. Nas semanas e meses que se seguiam após sua morte, muitas informações desconhecidas iam surgindo. Informações valiosas que, se conhecidas no momento do acidente, poderiam ter salvado a sua vida.
Com cada vez mais informações, mais a nossa indignação aumentava, as pessoas ao meu redor se perguntavam: “como nós não sabíamos disso?” ou “por que Deus permitiu que isso acontecesse?” ou até mesmo “onde está o meu milagre Jesus?”. Eu não as culpo, em um momento como este nosso coração desfalece! Enfim, depois de ficar refletindo sobre toda esta situação, eu chegara à conclusão que eu repetia em minha mente nesse período, de que o Senhor é realmente soberano! Eu havia experimentado de forma mais vívida da soberania do Senhor! Era como se meu espírito, mesmo em meio a tamanha dificuldade, se acalmasse e sossegasse e descansasse em Deus, na certeza de que o Senhor sustenta todas as coisas pela palavra do seu poder, como nos diz o autor de Hebreus, que o Seu eterno propósito não pode ser frustrado, que nenhum de seus filhos estão a mercê, mas nós podemos ter a plena confiança de que somos ovelhas do Senhor Jesus e que ninguém as arrebatará das Suas mãos! (João 10:28).
Mesmo nós não conhecendo a mente e os caminhos de Deus, nós podemos descansar Nele, Ele é digno da nossa confiança, pois o Senhor é bom, e Sua sabedoria ilimitada. Nas palavras de James I. Packer: “... em Deus a sabedoria ilimitada e o poder infinito estão unidos, e isso o torna completamente digno de nossa confiança total”. ¹ Podemos verdadeiramente entregar nossos cuidados a Deus, pois nós devemos compreender que todas as coisas são para a Sua glória! Como disse o Apóstolo Paulo na sua epístola aos Romanos: “Ó profundidade de riquezas, tanto da sabedoria, como da ciência de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis os seus caminhos! Pois, quem jamais conheceu a mente do Senhor? Ou quem se fez seu conselheiro? Ou quem lhe deu primeiro a Ele, para que seja recompensado? Porque dEle, por Ele, e para Ele, são todas as coisas; glória, pois, a Ele eternamente. Amém”. Tudo é para o Senhor e para sua glória.
Embora sejamos cristãos e a Bíblia nos ensine que Deus é amor (1 João 4:8-10) isso não significa que estaremos isentos de sofrimentos, ou que teremos um vida livre de problemas. Essa interpretação do propósito de Deus é um completo engano, a sabedoria de Deus e seu amor nunca foram prometidas para nos manter felizes; principalmente a nós cristãos, foi prometido o contrário, foi-nos prometido uma cruz para morrer nela e a vida eterna. O sofrimento faz e fará parte de nossas vidas até o dia em que Cristo nos chamar, e apesar de todas as provações nós temos a promessa do Senhor Jesus, e podemos confiar plenamente que Ele está conosco até a consumação dos séculos (Mateus 28:20). Que diante das adversidades nós possamos nos expressar como Lutero: “Não sei por quais caminhos Deus me conduz, mas conheço bem meu guia”. Mesmo que a vida nos traga tristezas, infelicidades e incertezas nós devemos sempre descansar em Deus! Sempre nos regozijando, sabendo que tudo é para a Sua glória, que sempre existe uma razão para as tribulações. Ainda nas palavras de James I. Packer: 
Deus talvez queira fortalecer-nos a paciência, o bom humor, a compaixão, a humildade ou a mansidão, dando-nos nesse momento alguns exercícios extras para praticarmos essas graças em situações especialmente difíceis. Talvez Ele tenha novas lições sobre abnegação e autodesconfiança para nos ensinar. Talvez Ele queira anular em nós algumas formas de orgulho e convencimento não percebidas, ou complacência e ilusões. Talvez seu propósito seja simplesmente nos chamar para mais perto dEle, em comunhão; pois muitas vezes acontece, como todos os santos bem o sabem, que a comunhão com o Pai e com o Filho é mais vívida e doce, e a alegria cristã é maior quando a cruz é mais pesada. (Lembre-se de Samuel Rutherford!)² Ou talvez Deus esteja nos preparando para alguma forma de atividade de que até o presente não tínhamos noção”³. Por essas razões devemos seguir lembrando que “Todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito” (Romanos 8:28). 
Por isso, prossigamos em nossa caminhada até a cidade celestial confiando plenamente na soberania de Deus, e que mesmo em meio às provações a nossa alma possa descansar, encontrando refúgio e consolo no Senhor! Amém.


Tiago Costa
Sola Gratia.

Nota do Editor: Tiago Costa foi um dos meus primeiros alunos na escola dominical, quando ainda era um recém-chegado à adolescência. Hoje, é bacharelando em Direito e começa a dar seus primeiros passos na escrita de artigos bíblicos e nas aulas da Escola Dominical. Que Deus o abençoe nesta jornada!

Notas
¹ Extraído do livro O Conhecimento de Deus De, J. I. Packer, editora Mundo Cristão
² Samuel Rutherford foi um teólogo presbiteriano escocês e autor.
³ Extraído do livro O Conhecimento de Deus, de J. I. Packer, editora Mundo Cristão

Uma mensagem aos cristãos do Brasil - por Joel Beeke

Categoria :


Joel Beeke dá uma pequena palavra de encorajamento aos cristãos brasileiros.




Soli Deo Gloria

Stanley Horton (1916 -2014): Um legado de erudição e piedade

Categoria :

 Como noticiado pela rede social Facebook, faleceu nesta manhã o teólogo pentecostal Stanley Horton. A notícia foi dada por Faith Horton, que cuidava do pai e o auxiliava em seu ministério. Horton estava com  98 anos. Nas últimas semanas, Horton estava sendo submetido a um tratamento contra sepse, doença grave que carrega a corrente sanguínea com diversas bactérias.

Horton foi um autor primoroso e  prolífico escritor pentecostal, tendo muito contribuído para a maturidade doutrinária do movimento pentecostal. Seus livros O que a Bíblia diz sobre o Espírito Santo e O Livro de Atos causaram um grande impacto no entendimento da academia pentecostal acerca da obra do Espírito. Horton foi o editor e um dos escritores da Teologia Sistemática: Uma perspectiva pentecostal, que definiu distintamente a doutrina da Assembleia de Deus dentro do movimento pentecostal. ele também foi editor da Bíblia de Estudo Pentecostal comentada por Donald Stamps e publicada pela CPAD. Uma das obras de Horton que merece igualmente destaque é o seu magistral comentário do livro de Isaías (e particularmente a minha preferida), onde ele comentava, de maneira simples e profunda, cada versículo do livro do profeta Isaías (combinado igualmente com uma erudição singular, oriunda da tese de doutorado que ele fizera sobre o livro de Isaías).

Stanley Horton conseguia, como poucos, expor verdades bíblicas de maneira simples, mas igualmente temperadas com uma erudição evangélica firme, conservadora e ortodoxa, mantida pelo poder do Espírito. Sem dúvida, o movimento pentecostal perdeu um de seus mais brilhantes expoentes, que agora descansa no reino do Pai.

Segundo o relato de Faith Horton, sua cunhada estava lendo para o o pai a passagem de Atos 3, quando Pedro foi instrumento do Senhor na cura do paralítico, após ler a passagem que dizia:

"Não tenho prata nem ouro; mas o que tenho isso te dou. Em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, levanta-te e anda.E, tomando-o pela mão direita, o levantou, e logo os seus pés e artelhos se firmaram.E, saltando ele, pôs-se em pé, e andou, e entrou com eles no templo, andando, e saltando, e louvando a Deus".Atos 3.6-8

Quando terminou de ler a última parte, "andando, e saltando, e louvando a Deus", Horton deu o último suspiro, e foi para os braços do Senhor. Agora, descansando, espera a Ressurreição para a vida, naquele grande dia, assim também como a sua coroa de glória.

Que Nosso SENHOR DEUS levante mais homens como Stanley Horton. Firmes, fiéis e bíblicos na seara do mestre.

Soli Deo Gloria

Aprendendo a pregar com Lutero - Um Aconselhamento aos pastores

Categoria :

O reformador Martinho Lutero sempre foi conhecido por sua dedicação a pregação. Neste vídeo, o pastor Luterano Matthew Harrison, do Sínodo de Missouri (órgão luterano evangélico conservador), dá um encorajamento aos pastores e sua pregação diária a partir dos sermões "Invocavit", de Lutero.  Vale a pena dar uma conferida:




Soli Deo Gloria

A Justificação pela Fé e o Mau Desempenho

Categoria :


-->
“[...] Mas vós sois dele, em Jesus Cristo, o qual para nós foi feito por Deus sabedoria, e justiça, e santificação, e redenção; para que, como está escrito: Aquele que se gloria, glorie-se no Senhor” (1 Co 1.30, 31).
O mundo é extremamente competitivo. A busca por destaque pessoal e profissional constitui o caráter de todo aquele que pertence ao reino deste mundo. Em outras palavras, o mundo deseja a sua própria glória.
O reino de Deus é diametralmente oposto a isso, porquanto o povo de Deus anseia pela glória de seu Senhor. Ou seja, os servos de Deus reconhecem que o Senhor Deus é o único digno de ser glorificado e adorado.
Diante dessas considerações, surge a seguinte questão: “como podemos adorar ao Senhor?" Será que o cristão não testemunha da dignidade e da soberania de Deus quando ele é o melhor profissional em sua área ou o aluno nota dez? Será que não mostramos que Deus é grande quando nosso desempenho pessoal é digno de ser imitado pelas demais pessoas?
É claro que adoramos a Deus quando nos dedicamos seriamente para servi-Lo em tudo o que fazemos e, por meio disso, alcançamos bons resultados (desde que não nos gloriemos em nossos próprios feitos). Entretanto, creio que esse não é o único meio pelo qual testemunhamos da graça do Senhor. Há um caminho repleto de espinhos em que, também, podemos exaltar o Nome de Deus. Isto é, podemos adorar a Deus em meio aos nossos sofrimentos e fracassos da vida. Deixe-me explicar.
No texto bíblico acima citado, o apóstolo Paulo termina com um trecho de Jr 9.24, cuja mensagem nos leva a buscar o conhecimento de Deus, porquanto isso é a única coisa digna de valor e confiança – em contraste com a sabedoria, força e riquezas próprias, segundo ensinado no verso de Jr 9.23. O interessante em tudo isso é que os textos (Jr 9.24 e 1 Co 1.31) não nos dizem: “glorie-se no seu conhecimento do Senhor”; e sim: “glorie-se no Senhor”. Dessa forma, compreendemos melhor que o conhecimento de Deus é concedido a nós por meio de Sua revelação nas Escrituras e, portanto, não podemos nos gloriar de algo que não conquistamos por meio de nossas obras. O conhecimento de Deus é graças a Deus, que se revela, e não a nós, que cremos, pela ação de Seu Espírito, em Sua revelação.
Além disso, “glorie-se no Senhor” possui um aspecto muito maior que o de simplesmente combater o orgulho de nosso coração quanto ao conhecimento de Deus. Tem a ver com a justificação pela fé. Pois ao invés de nos achegarmos a Deus por nossa própria conta, só é possível sermos reconciliados com o Senhor por causa de quem Cristo é e pelo que Ele fez por nós. Logo, o nosso único valor é Cristo Jesus. Não nada digno em nós mesmos. É isso que Paulo ensina em 1 Co 1.30: “Mas vós sois dele, em Jesus Cristo, o qual para nós foi feito por Deus sabedoria, e justiça, e santificação, e redenção.” Pela fé em Cristo somos justificados.
É exatamente nisso que baseio minha ideia de glorificarmos a Deus em meio aos nossos sofrimentos e fracassos. Quando um ímpio fracassa, quando suas deficiências pessoais e profissionais são expostas em alguma situação, a tendência é que ele entre em desespero. A pressão sobre si, de que ele tem de ser “o melhor” é tão forte, que, infelizmente, o seu mundo desaba sobre a sua própria cabeça. Ele não possui um refúgio seguro. Entretanto, graças a Deus, para um cristão a realidade é outra. Quando as imperfeições pessoais e profissionais de um servo de Deus são trazidas à tona, ele pode ficar triste sim, pois poderia ter buscado ser mais excelente no que faz, no entanto, ele não pode ficar desesperado. A sua vida e o seu valor não estão nessas coisas. Pela graça de Deus, a vida e o valor de um filho de Deus estão na bendita Pessoa do Senhor Jesus Cristo. Ele é o nosso tesouro. Ele é a nossa dignidade. Portanto, glorificamos a Deus em meio aos nossos fracassos, quando mostramos que Cristo é mais importante que o nosso sucesso profissional. Testemunhamos da graça de Deus, quando nossa esperança não perece com a nossa reputação perante os homens.
Termino este texto com esclarecimentos de possíveis dúvidas do leitor.
Neste singelo texto não estou sugerindo complacência com a preguiça, pecado ou neglicência. É claro que devemos nos esforçar para sermos padrão emocional e profissional para nossos amigos, no temor do Senhor. Entretanto, por não sermos perfeitos, provavelmente, em algum aspecto, ainda precisamos amadurecer e aprender. O que nos leva a cometer alguns erros nesse processo. Nesse contexto, não podemos perder a alegria e o valor da vida pelo fato de descobrirem que não somos tão bons quanto parecíamos. Nossa vida e alegria estão firmadas no imutável Filho de Deus, o Senhor Jesus Cristo.
Que Deus seja glorificado.

"Porque nós não somos, como muitos, falsificadores da palavra de Deus; antes, falamos de Cristo com sinceridade, como de Deus na presença de Deus... não que sejamos capazes, por nós, de pensar alguma coisa, como de nós mesmos; mas a nossa capacidade vem de Deus... E Temos, portanto, o mesmo espirito de fé, como está escrito: Cri, por isso falei; nós cremos também, por isso também falamos. Sabendo que o que ressuscitou o Senhor Jesus nos ressuscitará também por Jesus, e nos apresentará convosco"

2 Coríntios 2:17; 3:5; 4:13-14